quarta-feira, 31 de agosto de 2011

sobre a tpm.

meu deus, eu quero morrer.
hoje foi um dia em que, simplesmente, estar no inferno seria um pouco menos desagradável do que estar aqui, na minha pele.
o título do post fala sobre tpm, e eu sinceramente espero que se trate dela, porque se não for, estou rumo a um suicídio. estou no extremo das piores emoções possíveis.
o grande estopim, acredito é essa ansiedade desgraçada que estou sofrendo. passei o dia esperando um telefonema que não veio, e isso está me arrasando. só consigo pensar o quanto eu sou fracassada e que nada dá certo nessa porcaria que chamo de vida, e que estou destinada à mediocridade pro resto da vida.
que sou burra, incapaz e inútil.
senti por várias vezes ao dia as lágrimas vindo. segurei porque não queria dar o braço a torcer, mas sinto cada vez mais que de hoje eu não escapo.
e por conta da ansiedade e desespero, claro, comi como uma porca desgovernada. vejamos:

- 1 batata pequena cozida
- 2 rodelas de cenoura cozida
- 1 pedaço realmente muito pequeno de peito de frango cozido desfiado
- 500 ml de suco de caju (poucas calorias, mas tomei com açúcar que cacete nenhum nessa vida me fará tomar aquela coisa do demônio chamada adoçante)
- 1 pão francês
- 3 bolachas recheadas de morango
- 400 ml de coca cola normal (PORRRR QUEEEE? PORRRR QUEEEE?)

nem contei as calorias. e isso porque me controlei. minha última ingestão foi no fim da tarde, e de lá até agora, estou quase me acorrentando à cadeira de tanta vontade de ir até aquela cozinha e comer tudo que tem lá com as mãos.
mas não vou.
além da ansiedade, tristeza arrasadora, ainda estou com um humor péssimo. andei realmente muito irritada com absolutamente tudo, tive que ficar me vigiando pra não acabar descontando e sendo grosseira com quem não tem nada a ver com meus problemas. é pessimo.
gostaria de não existir. simplesmente pra não ser esse poço de decepções que venho me tornando a cada dia.

vou-me porque já não aguento mais nem reclamar.

terça-feira, 30 de agosto de 2011

sobre cansaço.

que cansaço. ando querendo com tanta força que algumas coisas aconteçam na minha vida que tenho depositado as minhas energias todas nisso, e acaba não sobrando pra mais nada. a gastrite continua a não dar trégua, pelo menos tenho usado ela como desculpa pra ficar sem comer e ninguém encher o meu saco (o que não deixa de ser verdade, vontade zero de comida).
em casa tenho comido como uma formiguinha, coisa bonita de se ver. o ruim hoje foi que acabei passando a tarde pela casa do meu namorado, e não teve jeito, acabei "jantando" lá. e brindando tudo com meia fatia de bolo de chocolate. e depois, claro, passei espetacularmente mal. ai, ai.
tudo bem.
hoje vou dormir com aquela sensação escrota de estômago cheio. mas amanhã eu compenso.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

sobre ana e mia.

eu achei que anorexia era uma coisa totalmente longe da minha realidade. alguém com o meu peso conseguir desenvolver ana? impensável. mas algumas coisas estão mudando minha forma de pensar.

tenho flertado com a ana há algum tempo, admito. era algo que queria não querendo. um mal pra um bem maior, alguma idéia assim. acabou se tornando uma coisa extrema pra uma pessoa extrema. eu sou do tipo que não se conforma com um bombom, preciso comer a caixa inteira. as coisas pra mim sempre são 8 ou 80. principalmente se tratando de comida.

este ano minha vida sofreu uma grande reviravolta. não entrarei em detalhes, mas acabei usando o mal que me aconteceu em meu benefício. decidi aproveitar a "nova eu" pra mudar a coisa que mais me incomoda no mundo: meu peso. como disse, há uns dois meses venho, aos poucos, mudando minha forma de lidar com a comida. apesar dos passos de tartaruga, eu sinto uma revolução dentro de mim. mas eu realmente achava que tal revolução só era notada por mim mesma.


ontem tomei um susto. estávamos conversando eu, meu namorado e minha mãe. ele estava pegando no meu pé por conta da alimentação (eu tenho cálculos na vesícula, e admito que às vezes eu piso na bola. é uma roleta russa porque nunca sei quando uma crise pode vir), porque eu sou completamente alucinada por molho de tomate, como puro, se deixar. e na casa dele eu tenho uma atitude completamente diferente da que eu tenho tido em casa, mas isso tudo se deve ao fato de a mãe dele ser a melhor cozinheira que eu já tive o prazer de conhecer. aí não dá, acabo jacando mesmo. só que em casa, na rotina da semana, a história é completamente outra. aí ele perguntou pra minha mãe se eu ando exagerando muito na comida, e pra minha surpresa a resposta dela foi: "a d.d. não come nada! eu faço as comidas que ela gosta e tudo estraga porque ela fica até o dia inteiro sem comer". foi surpreendente ouvir isso, não que não seja verdade, o fato é que eu achei que ninguém percebia o meu comportamento. na verdade eu achava que o pensamento da minha mãe era "essa aí diz que vai fazer dieta e fica comendo" nas vezes em que eu acabo me alimentando. que loucura eu me decepcionar por achar que tô comendo demais enquanto quem vive comigo e me observa sem eu perceber diz que eu não como. tô começando a achar isso perigoso, sempre dei desculpas pra minha mãe do tipo "daqui a pouco eu como", e achava que isso bastava pra enganá-la e fazê-la esquecer de mim, mas pelo jeito não. tenho medo que comecem a achar que tem algo errado comigo e comecem a pegar no meu pé.

não tem nada de errado em cansar de ser gorda.

na verdade, acho que já começam a achar. meu namorado insistiu pra eu comer, dizendo que vou ficar doente, e acabarei com gastrite (oi, ela já tá aqui), minha mãe me oferecendo mingau, já ouvi a sogra dela dizendo que eu estou perdendo peso muito rápido (COMO?) e que tem medo que eu desmaie pela rua. sinceramente, eu não consigo ver tudo isso. continuo me achando a mesma bola de sempre, e até como pro meu bem, só que menos. o ideal não é esse?

o ruim é que com a gastrite, como já disse, além de não ter vontade de comer, estou adquirindo nojo de comida. penso em carne e meu estômago dá voltas, e o pior é que nem é meu lado "sempre quis ser vegetariana" falando. estou com nojo de saladas também, não consigo sequer pensar em um alface. uma das minhas comidas favoritas, o purê de batatas, é algo que não consigo mais ver na frente. tenho empurrado goela abaixo comidas mais genéricas, faço uma força aqui, outra ali pra não cair dura, mas pelo jeito que as coisas vão, vou acabar me alimentando de luz. quanta ironia.

já a mia. não sou fã. realmente eu não acho muitos benefícios, você fica urrando de fome 15 minutos depois. sem falar que... é nojento. já miei sim, algumas vezes em que eu realmente achei que jaquei pesado, e eu simplesmente estava no desespero. mas não é rotina. sinto que ela é realmente viciante, volta e meia eu fico pensando se faço ou não, mas procuro não fazer quando não é tão necessário assim. hoje mesmo pensei no assunto, e, por ter comido uma fatia de bolo de chocolate, achei que era o caso. mas resisti. agora meu estômago canta de azia.

acho que os flertes estão se tornando sérios. tenho sido tão cuidadosa, mas acho que não tenho noção das minhas próprias atitudes. se for pra cair de cabeça e emagrecer de verdade, que seja pelo menos pra valer. não quero problemas à toa.

nossa, como eu falo.

domingo, 28 de agosto de 2011

sobre a academia.

ah, meu deus. detesto.
faz umas duas semanas que não piso lá. nos primeiros dias até me senti culpada. agora simplesmente não quero nem passar na porta daquele lugar. malhei por uns dois meses, algumas semanas, religiosamente, outras mais desleixada, mas mesmo assim, no mínimo 3x na semana. eu realmente preciso dizer que não senti grandes diferenças. um musculozinho que apareceu aqui, outro ali, fora isso, nada. eu não tenho interesse em ser musculosa, o visual panicat realmente não me apetece.
sem falar que ela me atrapalha muito nos LF e NF. já passei mal ali por estar mal-alimentada, e realmente não foi legal.

seria um pecado tão grande largar de vez?

sobre a gastrite.

e eu que descobri há pouco tempo que ganhei uma gastrite? não, não foi uma surpresa, na verdade foi mais algo como "até que demorou". eu sempre vivi a minha vida a maior parte do tempo em inacreditáveis orgias alimentares, comendo e bebendo tudo o que eu não devia, nos horários que eu não devia, e nas quantidades que eu não devia. o irônico é que o estômago só se revoltou agora que eu resolvi pisar no freio e nunca mais fiz coisas do tipo tomar um copão de coca-cola ao acordar. é.
vai ser muita loucura se eu disser que estou gostando dela? de alguma forma torta, ela se tornou uma aliada. é só eu comer alguma besteira, ou tomar refrigerante que o estômago grita, e eu me arrependo na hora e procuro não repetir. sem falar que não tenho mais fome. nos últimos três dias, por exemplo, tá rolando quase um LF involuntário, porque eu simplesmente não tenho vontade de comer. aliás, estou comendo só pra não me maltratar tanto. e, comparado ao que eu comia, em uma quantidade MUITO menor. sou louca de achar isso maravilhoso?
puxa vida, gastrite, nunca pensei que diria isso, mas fique aqui comigo, se era pra vir, você veio em uma bendita hora. eu e ana agradecemos.

sobre o presente.

ok, parou o enrolamento e vamos à atual situação. tem uns dois meses que estou numa corda bamba, entre tentar tomar jeito na vida e jacadas sensacionais. dias de NF seguidos de compulsões. pelo menos eu sinto que algo está melhorando, as roupas da época crítica (48) já estão caindo, e dia desses fiquei super feliz de caber (com folga) em um shorts 46 que eu nunca tinha usado, porque ganhei quando já estava DAQUELE JEITO. tá, eu sei que pra maioria das anas não existe felicidade alguma em usar um shorts 46, é o horror, na verdade. mas entenda, eu já estava usando 48, e justo.
o "shorts do milagre" (meu parâmetro de quando estou começando a ficar legal) ainda não cabe. quer dizer, ele fecha, mas fica apertado, banhas pulando, aquela coisa linda. mas eu sinto que não vai demorar muito até eu chegar com boas notícias.
estou aqui falando de roupas porque é através delas que eu estou medindo meu emagrecimento. eu realmente estou com medo de enfrentar uma balança. estou com medo de ficar neurótica novamente, não quero voltar a ser prisioneira de mim mesma com números na balança, números de calorias, prazos e datas. a última vez que me pesei foi no fim de junho, e estava com os 86. tenho tentado levar tudo o mais relaxada que eu conseguir. infelizmente é por isso que em dois meses, devo ter conseguido muito pouco.
é tipo quando você vai pular em uma piscina, e coloca primeiro o dedão dentro da água pra ver a situação, sabe?
acontece que isso tem durado esse tempo todo. eu realmente estou com medo de entrar de cabeça. eu me conheço. mas por outro lado, poucos resultados vão me deixar presa a essa vida e a esses pensamentos ruins por um tempo que eu não consigo nem imaginar. não seria bom dar uma apertada agora pra colher os frutos mais rapidamente?
decisões... decisões...

sobre tudo igual.

achei esse post do mês de maio no meu antigo blog, e ele é tão sincero que chega a doer:
"não sei vocês, mas sinto como se emagrecendo, eu conseguiria resolver 70% dos meus problemas. eu sou muito fodida em relação ao meu corpo. é como se nada desse certo pra mim por causa dele. ontem eu estava deitada, vendo meu namorado dormir, e só conseguia pensar "meu deus, o que você está fazendo comigo? você perdeu alguma aposta e por isso começou a me namorar? é pena? é sensação de que não consegue nada melhor do que eu?" terrível. é claro que eu sei que é loucura da minha cabeça, e não falo essas coisas com ele. tá, eu realmente me acho uma pessoa inteligente e interessante, eu sei que de alguma forma eu tenho valor. internamente. o externamente eu acho uma merda completa. sei que tem muita mulher que adora encher o ouvido do marido/namorado com essas neuras, pra ouvir o que quer, e melhorar a auto-estima. mas acreditem, não tem nada menos sedutor pra um homem do que uma mulher com baixa auto-estima. isso enche o saco, e cansa qualquer pessoa rapidinho. minhas neuras eu guardo pra mim. e talvez seja isso que esteja me matando.
como estou me sentindo péssima. ando em uma tristeza que não consigo nem explicar, na verdade, nem gosto. sou uma pessoa com dificuldades sérias de falar sobre sentimentos, essas coisas. é como se eu não achasse o real motivo pra tudo isso, e quando digo "tudo isso", falo desde o dia em que resolvi nascer. tô sem lugar no mundo, sem lugar até em mim mesma. é barra.
o ruim de tudo é que quando a depressão bate, a compulsão vem junto. na verdade, a compulsão me acomete em qualquer ocasião. como pra esquecer, como pra lembrar, como pra comemorar, como pra afogar as mágoas. é terrível. (...)".

puxa vida, triste ver como as coisas não mudam. ainda me sinto da mesma forma, não só em relação ao meu namorado, mas em relação a toda e qualquer pessoa do mundo. sempre acho que as pessoas se aproximam de mim por pena, e que sentem vergonha, no fundo, de ter uma pessoa gorda perto delas. nessas horas nem os valores internos que eu tenho são capazes de suprir tamanho horror com o meu físico.
entendam, eu não me odeio. não no sentido literal da palavra. não sou daquelas que se mutilam, que fazem mal a si próprias conscientemente, simplesmente porque se acham um grande pedaço de merda e não merecem nada de bom. pelo contrário, cara, eu realmente tenho a consciência que se eu não for por mim mesma, ninguém mais seria, eu gosto de me cuidar, e me sinto recompensada quando vejo que estou fazendo algo por mim. eu só gostaria de ter um corpo diferente, de me olhar no espelho e pensar que não existe nada no mundo que eu não poderia fazer.

mas me sinto tão distante desse pensamento agora.

sobre mim.

oi, a gente já se conhece. já tive um blog antes, e acabei deletando num grande momento de fraqueza e total descuido comigo mesma. você não se lembra? vou refrescar a sua memória.
eu sou aquela dos 1.60 e seus malditos 86 kg. aquela que cansou de ouvir as pessoas dizerem "ah, mas você tem um rosto tããão bonito!". aquela que cansou de sair arrasada dos provadores de roupa. aquela que deixa de fazer e aproveitar coisas da vida simplesmente por causa da gordura. aquela que não possui a mínima auto-confiança, e acha que tudo que dá errado na vida é por causa dos (muitos) quilos a mais. aquela que se esconde atrás de piadas e risadas enquanto tem vontade de se matar. aquela que fodeu seu psicológico espetacularmente por tantos traumas, ofensas e tristezas por ser gorda desde que se entende por gente. aquela que só vê alguma faísca de felicidade a partir do momento em que conseguir se amar um pouco mais. e esse amor, realmente, não aparecerá enquanto a situação continuar assim.
essa sou eu.
já tentei me amar e me aceitar do jeito que eu sou. é sério. quantas e quantas vezes eu me peguei pensando "poxa, por que eu não consigo ser feliz com a minha aparência?". é tudo muito simples, ninguém pode se aceitar se tem horror ao que olha no espelho. tenho horror à gordura, tenho horror à mulheres gordas, acho péssimo, e digno de pena, digam o que quiserem, me xinguem do que quiserem. é o que eu penso. e que ironia da vida justo eu, com tanto horror a isso, ser justamente uma pessoa gorda. é de foder qualquer um.
resolvi voltar com o blog porque eu sinto que não consigo fazer isso sozinha. tenho disturbios alimentares desde que me entendo por gente, e o pior disturbio de todos: a maldita compulsão. sinto que o quadro anda mudando um pouco, falarei isso em outro post, mas mesmo assim, ainda não me sinto totalmente confiante pra bancar um processo de emagrecimento na cara e na coragem. eu realmente preciso de ajuda. não sei de que tipo, mas eu preciso.

ainda nos falaremos muito por aqui, a princípio, apenas gostaria de dizer oi, sou a d.d., tem lugar pra mais uma?